top of page

Sem centrão, mas centrado

Ciro perdeu o centrão... mas, como disse Carlos Lupi, não se perde o que não se tinha – tem razão.


Como a política brasileira é suja que nem chiqueiro, para mim, a aproximação do centrão tem um quê de armação. Nem devia ter ocorrido e é estranho que tenha acontecido.


Mas espero, para ter-se um pouco mais de televisão, que o Solidariedade volte atrás e que o PSB retorne às suas origens populares e entre no barco.


 

A campanha parece que vai esquentar (para mim, já esquentou), e algumas questões parecem estar um pouco mais claras (mas nada certas).


A campanha vai caminhar sim para o panorama previsto anteriormente: uma luta, que será determinada por poucos pontos, para ir ao segundo turno, entre Ciro, Alckmin, Haddad, Marina e Bolsonaro.


Bolsonaro segue firme, com seu teto, mas também com seu piso à vista. Marina continua calada e espera crescer na hora certa, está à espreita e à espera – vejamos a mensagem que vai passar.


Alckmin certamente irá amealhar apoios (essa parte do texto foi escrito antes do anúncio do centrão!), terá tempo de televisão e deverá cativar centristas e cautelosos (lembrando que haverá cautelosos – aqueles que se mostrarão cativados pelas imagens de segurança que o candidato vai passar).


Haddad segue sendo minha aposta certeira que aparecerá. Agora muitos já também pensam assim. O roteiro será esse: Lula segurará o drama de sua candidatura e prisão durante os próximos dias, com certeza, seguirá assim com a convenção do pt oficializando sua candidatura e o registro da mesma. Nesse momento, acontece o embate jurídico da inelegibilidade, com o drama de Lula atingindo o ápice e, um pouco antes disso, começa-se a se dar espaço para a candidatura de seu escolhido, quando Haddad terá os percentuais, um pouco adiante, herdados dessa história, desenrolada aos olhos de todos.


Haddad encarnará a figura dos que sentem a história de Lula, e poderá brilhar, ao menos o suficiente para chegar ao segundo turno. Bolsonaro deve cair nesse mesmo momento, com sua maior exposição (pelo menos é o que todos esperam, mas a ver. Trump e Bolsonaro podem ser a mesma pessoa!).


Ciro deve lutar por cada ponto percentual para chegar a um número capaz de levá-lo ao segundo turno quando terá tempo de tevê igual ao adversário.







Continuo preocupado com o candidato e suas exposições públicas. Novamente, nada de contra strictu sensu – adoro o Ciro sincero. Mas prefiro o Ciro vencedor. E continuo com dúvidas de que um candidato plenamente sincero e sem filtros teria condições de vencer, numa campanha apertada e que será vencida por poucos pontos.


O candidato recentemente disse que dorme quatro horas e fala dez horas por dia, por isso os escorregões. Fico pensando qual a vantagem de se dar entrevistas a torto e a direito, para o canal local de Recife, a rádio não sei qual e o site xyz. Nada contra esses canais e, de novo, acho que é democrático e salutar à pessoa pública fazer isso mas, numa campanha eleitoral em que tudo pode ser distorcido e mesmo aquele comentário inocente dito num programa regional pode ganhar as manchetes dos veículos nacionais 2 minutos depois de dito, tal estratégia não faz sentido.


O candidato é inteligente – isso todos já sabem. Tem princípios – já é sabido. Agora é hora de modular o discurso. Falar o que pensa mas com filtragem, ter uma produção melhor e mais controlada, com uma imagem profissional. Treinar as histórias mais cativantes, as respostas para os tempos curtos do debate televisivo, fazer grupos de controle. Isso não é difícil de ser feito.


Vencer eleições nacionais é tarefa que merece atitudes profissionais. Ciro será um presidente mais profissional que todos os demais juntos.Resta saber se consegue ser um candidato profissional. Mais uma vez, gosto do Ciro sincero, mas prefiro o Ciro presidente.


Um abraço a todos!

7 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Comments


sm_5b321c99945a2-removebg-preview.png
bottom of page